A música brasileira perdeu, nesta terça-feira (13), um de seus nomes mais emblemáticos. O cantor baiano Netinho morreu aos 60 anos, deixando uma trajetória marcada por grandes sucessos, energia contagiante e uma contribuição importante para a popularização do axé music em todo o país.
Intérprete de hits que atravessaram gerações, como “Milla”, “Fim de Semana” e “Prefixo de Verão”, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin, diagnosticado em fevereiro de 2025. Ele estava internado desde o fim de setembro no Hospital Aliança Star, em Salvador, após uma nova manifestação da doença. Durante esse período, sua equipe informou que ele se afastaria temporariamente das redes sociais para concentrar suas atenções no tratamento.
Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior iniciou sua caminhada rumo ao reconhecimento nacional como vocalista da Banda Beijo. O talento e o carisma abriram caminho para a carreira solo, que o consolidou como um dos grandes representantes do axé music, especialmente a partir da década de 1990.
Com uma presença marcante nos palcos, Netinho tornou-se presença constante em carnavais, micaretas e festas populares por todo o Brasil. Seu repertório, embalado por canções como “Menina”, “Beijo na Boca” e “Milla”, conquistou públicos de diferentes idades e ajudou a projetar a força da música baiana para além das fronteiras do estado.
Mais do que colecionar sucessos, Netinho construiu uma ligação afetiva com milhões de fãs, que encontraram em suas músicas a trilha sonora de momentos inesquecíveis. Sua voz e seu estilo passaram a integrar a história de uma geração que viu o axé conquistar o país e se firmar como um dos movimentos mais populares da música brasileira.
A partida do cantor representa uma perda significativa para a cultura baiana e para a música nacional. Seu legado, entretanto, permanece vivo nas canções, nas lembranças dos fãs e na história de um gênero musical que ajudou a ganhar projeção nacional.
Netinho deixa uma marca que vai além dos palcos: a de um artista cuja música se transformou em celebração, memória e identidade cultural.


