A rotina de quem embarca ou desembarca na Estação da Lapa muda neste sábado (24). Nove linhas que hoje operam na plataforma F passam a atender nas plataformas A, C e D, todas no térreo do terminal. A transferência é uma consequência direta do avanço das obras de recuperação do piso de circulação dos coletivos no subsolo, executadas pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop) a pedido da Secretaria de Mobilidade (Semob).
Na prática, a plataforma F sai de operação e o atendimento se redistribui em três pontos. A plataforma A fica com uma linha: a 0137, identificada como LB2 Barra Avenida/Barra. A plataforma C concentra o maior bloco, com quatro linhas: 0136 (LB1) Chame-Chame, 0145 Itapuã/Praia do Flamengo, 0903 Boca do Rio e 0138 (LB3) Garibaldi/Ondina. A plataforma D recebe as quatro restantes: 0101 Graça, 0142 Vale do Canela, 0140 Rio Vermelho, esta pela via Cardeal da Silva, e 0141 Federação/HGE.
Vale observar a lógica do remanejamento. A plataforma C absorve o eixo da orla atlântica e da ligação com o aeroporto, com Itapuã, Praia do Flamengo e Boca do Rio, além do Chame-Chame. É o ponto que tende a registrar a maior concentração de passageiros e o que mais exige atenção na sinalização. Já a plataforma D reúne trajetos curtos e de perfil consolidado, com dois destinos de forte apelo institucional e de saúde, o Vale do Canela e o HGE, além da Graça e do Rio Vermelho. A plataforma A, com uma única linha, funciona quase como atendimento dedicado à Barra.
Durante o período de adaptação, equipes da Semob, da Integra e da Mobilapa estarão posicionadas na estação para orientar passageiros e motoristas e organizar a circulação dos ônibus. A orientação oficial é acompanhar a sinalização e seguir as indicações dos profissionais para localizar os novos pontos de embarque e desembarque.
Do ponto de vista de quem usa o terminal todos os dias, o efeito mais sensível é o tempo interno. Quem desce do metrô e segue para o ônibus passa a percorrer um trajeto diferente dentro da estação, e essa caminhada adicional pesa justamente nos horários de pico, quando a margem entre uma condução e outra é curta. Nas primeiras semanas, a recomendação prática é antecipar a saída em alguns minutos, conferir a plataforma antes de descer e não confiar na memória do trajeto antigo. Motoristas e cobradores também precisam de um ciclo de adaptação, o que pode gerar pequenos atrasos nos primeiros dias.
A mudança é operacional e temporária por natureza: acompanha o cronograma da obra no subsolo e pode ser revista conforme as frentes de serviço avançarem. Por isso, vale tratar a nova configuração como a vigente a partir de sábado, mas não como definitiva.


