Nascido em 26 de maio de 1935, em Helvécia, na Bahia, Itaberaba Lyra construiu, ao longo de seus 91 anos, uma trajetória marcada pela dedicação ao trabalho, pelo compromisso com a sociedade, pelo amor à cultura e, sobretudo, pela família.
Bancário de profissão, também dedicou parte de sua vida à vida pública, exercendo o mandato de vereador da cidade de Salvador, onde deixou sua contribuição à sociedade baiana.
Intelectual e apaixonado pelas letras, foi autor de diversos livros e membro da Academia de Letras de Salvador. Por meio da escrita, eternizou pensamentos, conhecimentos e experiências, deixando um legado cultural que continuará vivo através de suas obras.
Mas, para além de sua trajetória profissional, política e literária, existia o homem de família.
Ao lado de sua esposa, Nina, construiu uma história de amor e dedicação, tendo na família um dos maiores sentidos de sua existência. Pai presente e dedicado, fez do amor, do cuidado e dos laços familiares uma parte essencial de sua caminhada.
Sua vida foi marcada por conquistas e realizações, mas seu maior legado não está apenas nos livros que escreveu, nos cargos que ocupou ou no reconhecimento que conquistou. Está, principalmente, no amor que cultivou, nos valores que transmitiu e nas lembranças que permanecerão para sempre no coração de sua família.
Hoje, sua partida deixa uma saudade imensa, mas também uma herança que o tempo jamais poderá apagar.
Porque existem homens que passam pela vida, e existem aqueles que deixam marcas profundas na história e no coração das pessoas.
Itaberaba Lyra foi um desses homens. Vizinho dele no Itaigara, Jorge Almada (amigo da família) sempre freqüentava o seu depósito de bebidas e diz que toda a vizinhança tinha o maior carinho pelo eterno ‘Seu Itaberaba’, que deixará a ‘Rua Érico Veríssimo mais triste e sem a resenha especial e inteligente do ex-vereador de Salvador’.
Sua voz poderá silenciar, mas suas palavras continuarão vivas. Sua presença física fará falta, mas seu amor permanecerá em cada lembrança, em cada ensinamento e em cada geração de sua família.
Sua história não termina com sua partida. Ela continua em todos aqueles que tiveram o privilégio de amá-lo.
Texto escrito pelo filho, Eduardo, em nome da família


