A possibilidade de disputar novamente a elite do futebol brasileiro coloca o Vila Nova diante de um importante desafio fora das quatro linhas. Com uma campanha consistente na Série B, a equipe goiana alimenta a expectativa de conquistar o acesso, mas a estrutura do estádio que recebe seus jogos se tornou um dos principais pontos de atenção da diretoria.
Sob o comando de Guto Ferreira, o Tigre soma 61 pontos em 33 rodadas e ocupa a liderança da competição. Restando cinco partidas para o encerramento do campeonato, as projeções matemáticas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicam 72,2% de chances de acesso à Série A. Caso a competição terminasse neste momento, o Vila Nova e o Novorizontino estariam entre os clubes promovidos à primeira divisão.
O possível retorno à elite, entretanto, exige planejamento e adequações estruturais. O regulamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) prevê requisitos específicos para os estádios utilizados na Série A, incluindo capacidade mínima de 12 mil espectadores sentados e documentação técnica atualizada. Nesse cenário, o Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), tradicional casa colorada em Goiânia, surge como um obstáculo a ser superado, já que sua liberação atual contempla 10 mil torcedores.
Diante dessa diferença, a diretoria avalia alternativas para atender às exigências da competição. Uma das possibilidades é utilizar o Estádio Olímpico, cuja capacidade informada é de 13.500 pessoas. Outra opção consiste em promover obras de modernização e ampliação do próprio OBA, preservando a identificação do clube com seu estádio e sua torcida.
Com o Serra Dourada fora dos planos neste momento, a escolha dependerá de fatores como viabilidade financeira, prazo de execução das obras e cumprimento das exigências estabelecidas pela CBF. Assim, enquanto o Vila Nova concentra esforços na reta final da Série B, a diretoria precisa avançar nas decisões que poderão garantir as condições necessárias para uma eventual participação na principal divisão do futebol nacional.
Mais do que buscar o acesso dentro de campo, o desafio colorado é preparar o clube para um novo patamar de exigência, transformando a possibilidade de retorno à elite em um projeto esportivo e estrutural sustentável.


