Final de semana ainda de repercussão sobre decisão de Gilmar Mendes a favor de Toffoli

Redação
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O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu a decisão da CPI do Crime Organizado de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt, empresa que tem entre os sócios o ministro Dias Toffoli.

O magistrado afirma que houve desvio de finalidade na aprovação do requerimento pela comissão porque o objeto inicial de investigação não teria relação com a empresa de sociedade de seu colega de STF.

Segundo o ministro Gilmar, a decisão da CPI apresenta “narrativa e justificação falhas, imprecisas e equivocadas”.

“Há, na espécie, um verdadeiro salto lógico e jurídico: sob o pretexto de combater o crime organizado, a Comissão decreta a quebra de sigilos e a produção de relatórios sem a indicação de um único elemento concreto que vincule a ora requerente aos fatos narrados no requerimento de criação”, afirma.

Gilmar diz que a comissão “sequer apontou qualquer tipo de conexão entre as medidas postuladas e o objeto real e efetivamente delimitado quando de sua instauração”.

Toga Unida

A decisão é a segunda vitória jurídica de Toffoli no próprio tribunal. Primeiro, o ministro André Mendonça havia dispensado os irmãos do ministro de atenderem à convocação para comparecimento na CPI. Já o colega Gilmar mandou os órgãos competentes cessarem imediatamente o acesso aos dados sigilosos e diz que, caso já tenham sido levantados, devem ser “destruídos”. Agora, a medida de Gilmar derruba a segunda frente de desgaste de Toffoli aprovada pela comissão. * Espaço aberto no site para respostas.

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